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"Turma do Apito" é alternativa polêmica

Na falta de policiamento oficial, a Turma do Apito ocupa o espaço

 

por Rhayana Fernandes | sab, 07/28/2012 - 13:10

Foto: O trabalho começa às 20h e segue até às 5h da manhã
Joel Caldeiron/LeiaJáImagens

No Recife, a conhecida “Turma do Apito”, que promete segurança a moradores assustados com a violência da cidade em que moram faz a diferença e gera muita polêmica. Eles agem em grupo, "armados" de apitos e montados em bicicletas.

Mas, apesar da proposta de garantir proteção, a "Turma" divide opiniões. A reportagem do LeiaJá foi conferir de perto a atuação de um desses grupos no bairro de San Martin, Zona Sul do Recife. Lá, dois vigias, de um grupo de quatro, fazem a ronda de quatro ruas. O trabalho começa às 20h e segue até às 5h da manhã. 

Mas como o serviço não é regularizado pela Prefeitura, moradores se queixam da existencia deles e ficam com receio do serviço oferecido. Segundo algumas pessoas, que residem na localidade há mais de 30 anos, na área o número de assaltos a carro é grande, além de roubos e invasões em casas.

Entre os moradores, o clima de tensão e medo é tão intenso que alguns só falaram com a reportagem com a garantia de não ter o nome citado na matéria, como é o caso de uma senhora de 73 anos. "Eles se intitulam segurança da vila, mas quem decide a entrada deles no serviço, são os próprios”, afirma criticando a forma "imposta" de atuar na comunidade.

A arrecadação para receber o salário é feito semanalmente de porta em porta. “Nós recebemos R$ 110,00 por semana, os moradores fazem o pagamento ao meu patrão ou ao ajudante dele que costumam ir nas casas das pessoas toda segunda-feira”, explicou um dos integrantes da "Turma", Daniel Paulo da Silva, de 28 anos. Daniel é um dos integrantes do "Apito" há apenas três meses.

Em defesa dos seguranças alternativos, o garçon Jailson Albuquerque, de 46 anos,  diz que Recife é uma cidade que não oferece tranquilidade e critica apenas o fato dos rapazes não utilizarem armas. "Como é que vamos nos sentir seguros se eles não trabalham armados? Mas é como aquele ditado que diz que é melhor ter um desarmado do que não ter nenhum, que de certa forma intimida”, afirma.

 

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